RECONHECIMENTO GEOLÓGICO DA PARTE SETENTRIONAL DA CORDILHEIRA HUALLANCA, PERÚ

ANDREA BARTORELLI

Resumo


A Cordillera Huallanca, com pouco mais de 20 km de extensão, situa-se na parte noroeste do Peru e faz parte da Cordilheira Ocidental dos Andes. Foi visitada em Julho de 1968 pela "Expedição Brasileira aos Andes Peruanos", que visou conquistar os cumes ainda virgens de Huallanca (5.480m), Huallanca Sur (5.400m), Tunacancha (5.320 m) e Mina Pata (5.260 m), e executar reconhecimentos orográficos e geológicos na região. Predominam, na Cordillera Huallanca, rochas depositadas durante o Cretáceo que, no Peru, esta representado por afloramentos que ocupam mais de 75% da área total de exposições das rochas do Mesozóico. Na pequena área estudada, o Cretáceo Inferior (Pós-Portlandiano ao Pré-Valanginiano) esta representado pelo arenito da Formação Chimu e o Cretáceo Superior (intervalo do Albiano Superior ao Turoniano Superior), esta representado pelos calcários negros maciços da Formação Jumasha. São conhecidos afloramentos das camadas Chicama, mais antigas, a leste, no povoado de Huallanca (Bodenlos e Erickson) e a oeste, no Maciço do Caullaraju, na extremidade sul da Cordillera Blanca (Cordani e Rocha Campos). É bem provável, assim, que essas rochas de idade jurássica ocorram por baixo da Cordillera Huallanca, bem como da Huayhuash, mais ao sul (3). estando sobrepostas em desconformidade pela Formação Chimu. As Formações Santa, Carhuaz, Pariahuanca, Chulec e Pariatambo, mapeadas por Peter Coney (3) na parte sul de Huallanca, não foram reconhecidas em sua porção setentrional. Em lugares restritos, recobrindo as formações mesozóicas, afloram rochas "Brechóides" relacionadas a pequenos intrusões hipabissais de idade terciária, que se distribuem, preferencialmente, nas proximidades das cristas constituídas de calcários intensamente dobrados. A essas intrusões estão associadas pequenas mineralizações de preenchimento e substituições em calcários, que permitem uma extração rudimentar de cobre, prata, antimônio, chumbo e zinco. Os vales e "quebradas" apresentam acumulações de material principalmente aluvial e glacial, existindo também abundantes depósitos de talude e material fragmentado incoeso ao longo das encostas abruptas.

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