OBSERVAÇÕES SOBRE A DEPOSIÇÃO DO SEDIMENTO BAURU NA REGIÃO CENTRO-OCIDENTAL DO ESTADO DE SÃO PAULO

ALFREDO J. S. BJORNBERG, PAULO M. B. LANDIM, NIVALDO JOSÉ BÓSIO

Resumo


O presente trabalho versa sobre um estudo da parte basal da Formação Bauru (Neo-Cretáceo) com o intuito de verificar a fonte desses sedimentos. Concentramos nossa atenção nos afloramentos da região entre os rios Tiete e Mogi Guaçu com a preocupação maior de constatar a atitude do contato entre a Formação Bauru e a subjacente Botucatu, bem como um estudo sedimentológico da porção basal daquela. Tendo em vista que os perfis longitudinais de rios atuais obedecem a curvas calculadas matematicamente e face ao ambiente fluvial de deposição do Bauru, tentamos encontrar curvas exponenciais que melhor se adaptassem aos contatos geológicos entre as duas Formações. Os perfis foram obtidos seguindo-se aproximadamente o mergulho geral das camadas e a sua melhor aderência se deu com curvas exponenciais do tipo "y =-loga x". Esses perfis mostraram sempre uma forte inflexão a Este, ou seja, nas serras de Itirapina, Santana, etc., numa altitude em torno de 900 m, indicando proximidade dos bordos da bacia de deposição do Bauru. A presença de conglomerados, arenitos conglomerático e arcózios na sua porção basal apoiam esta ideia, e do estudo sedimentológico feito verificou-se que a contribuição da Formação Botucatu, fornecendo blocos de basaltos, megaclástos de quartzo e mesmo grãos de arenito Botucatu, foi bastante importante. Do exposto apresentamos o modêlo segundo o qual sedimento Bauru teria se originado a partir de terras altas a este e que na região estudada a base de formação, isto é, a fácies Itaqueri, representaria uma deposição de fanglomerados em borda de bacia. O controle tectônico é evidenciado tanto pelo forte arqueamento dos perfis no lado oriental, como pela textura sedimentar grosseira e imatura presente.

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