INTERFERÊNCIA DO USO E OCUPAÇÃO DO SOLO NA QUALIDADE DA ÁGUA EM BACIA HIDROGRÁFICA COM DISPONIBILIDADE HÍDRICA CRÍTICA

Túlio Machado Humberto GUIMARÃES, Marcio Ricardo SALLA, Carlos Eugênio PEREIRA, Bruno Braga JUSTO, Juliana Corrêa RIQUIERI

Resumo


A vazão máxima superficial outorgada na bacia hidrográfica do Ribeirão do Salitre, Triângulo Mineiro, ultrapassa o máximo permitido pela legislação vigente e aloca, na cabeceira do principal tributário, a cava de uma mina de fosfato. Procedeu-se, no período seco e chuvoso, a calibração do modelo matemático de autodepuração utilizando a ferramenta QUALI-TOOL. Na sequência avaliou-se a interferência do uso e ocupação do solo na qualidade da água em diferentes cenários utilizando o modelo MQUAL para estimar as cargas poluentes. Os cenários avaliaram o avanço das atividades de mineração, agricultura e pecuária sobre o solo natural. Baseado na Resolução CONAMA 357:2005, para rio de classe 2, a concentração de nitrato ficou abaixo do máximo permitido em todos os cenários, ou seja, 10 mg/L. O nitrogênio amoniacal apresentou concentração elevada apenas no cenário em que considerou 80% de área total ocupada pela agricultura, com valores superiores a 3,7 mg/L. Em todos os cenários, os parâmetros DBO, fósforo total e Escherichia Coli mantiveram-se acima do máximo permitido pela resolução que são 5,0 mg/L, 0,05 mg/L, 1000 NMP/100mL, respectivamente. O estudo retrata a importância do planejamento e gestão de recursos hídricos na preservação da qualidade da água superficial.


Palavras-chave


Uso e ocupação do solo; Qualidade da água; Ribeirão do Salitre; QUALI-TOOL; MQUAL.

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