NOVOS DADOS GEOCRONOLÓGICOS U-PB DE ZIRCÕES DETRÍTICOS NA SERRA DO ESPINHAÇO MERIDIONAL, REGIÕES DE ALTAMIRA E IPOEMA

Luciano Bruno Elpidio da Rocha OLIVEIRA, Carlos Alberto ROSIÈRE, Vassily Khoury ROLIM, João Orestes Schneider SANTOS

Resumo


A Serra do Espinhaço Meridional é representada principalmente pelas unidades do Supergrupo Espinhaço formado por um espesso pacote de quartzitos, filitos e metaconglomerados, com metavulcânicas, formações ferríferas bandadas e carbonatos subordinados. As rochas metassedimentares da região de Altamira e Ipoema foram divididas em três unidades litoestratigráficas: a Unidade Basal constituída por metaconglomerado e quartzito, a Unidade Intermediária constituída por quartzito com metaconglomerados e filitos associados e a Unidade Superior constituída por quartzitos com estratificação cruzada de grande porte. A área estudada foi dividida em dois domínios estruturais: Oeste, onde as rochas estão dobradas formando sinclinais e anticlinais em escala macroscópica e Leste, onde prevalece uma tectônica de cavalgamentos frontais formando cavalos tectônicos de direção aproximada N-S vergentes para oeste. A deposição sedimentar nesta região iniciou ao final do Paleoproterozoico no período Estateriano, com idade máxima de deposição dos sedimentos em 1.751 ± 19 Ma. A distribuição das idades indica um preenchimento da bacia nesta região por aporte de fontes mais antigas predominantemente autóctones localizadas a norte e oeste da bacia, sendo a maioria relacionada a terrenos deidade riaciana/orosiriana, seguido pelos mesoarqueanos/neoarqueanos e estaterianos, com pequena contribuição alóctone relacionada a terrenos de idade sideriana e paleoarqueana.


Palavras-chave


Geocronologia U-Pb; Estateriano; Serra do Espinhaço Meridional; Zircões detríticos.

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