EVOLUÇÃO DA MARGEM ATLÂNTICA EQUATORIAL DO BRASIL: TRÊS FASES DISTENSIVAS

Adilson Viana SOARES JÚNIOR, João Batista Sena COSTA, Yociteru HASUI

Resumo


A Margem Atlântica Equatorial se formou em três eventos distensivos durante o Mesozóico. No Neotriássico, o Pangea passou a experimentar esforços distensivos em partes do seu interior e estes eventos na América do Sul foram materializados por soerguimentos com magmatismo associado e instalação de junções tríplices, resultando na formação do Oceano Atlântico Central. O braço deste oceano na América do Sul está registrado pelo Gráben de Calçoene da Bacia da Foz do Amazonas e representa o primeiro evento. O segundo evento iniciou no Eocretáceo (Valanginiano), quando ocorreu novo rifteamento que resultou na ampliação dessa bacia e a formação de outras (Marajó e Grajaú) e do Sistema de Grábens do Gurupi. O terceiro evento ocorreu ainda no Eocretáceo (Albiano) com o avanço para noroeste do rifteamento, que gerou as bacias Potiguar, Ceará, Barreirinhas e Pará-Maranhão e ampliou a Bacia da Foz do Amazonas. No final do Eocretáceo, houve atenuação da movimentação na Bacia de Marajó e no Sistema de Grábens do Gurupi e os esforços distensivos se concentraram nas bacias da Foz do Amazonas, Pará-Maranhão e Barreirinhas, levando à ruptura dos continentes sul-americano e africano e com formação de crosta oceânica.

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