Evolução geoquímica das rochas alcalinas félsicas dos corpos intrusivos de Tanguá e Rio Bonito, RJ

Akihisa MOTOKI, Susanna Eleonora SICHEL, Thais VARGAS, José Ribeiro AIRES, Woldemar IWANUCH, Sidney Luiz Matos MELLO, Kenji Freire MOTOKI, Samuel da SILVA, Alex BALMANT, Juliana GONÇALVES

Resumo


Este artigo apresenta a composição química e a evolução magmática para as rochas alcalinas félsicas de complexos intrusivos de Tanguá e Rio Bonito, RJ, junto com a idade Rb-Sr preliminar do corpo Tanguá. A maioria das rochas é subsaturada em sílica com proporção moderada de (Na+K)/Al e alta taxa de K2O/(Na2O+K2O), sendo classificada como nefelina sienito potássica. Os diagramas de variação afirmam fortemente a cristalização de titanita, ilmenita apatita, e clinopiroxênio ou anfibólio e, moderadamente nefelina e feldspato alcalino sódico. A evolução geoquímica do magma nefelina sienítico ocorreu em três etapas: Redução da K2O/(Na2O+K2O) por fracionamento de leucita; A mesma por fracionamento de feldspato potássico; Transformação composicional de subsaturado para supersaturado em sílica cruzando a barreira térmica por meio de assimilação da rocha encaixante da crosta continental. A cristalização fracionada ocorreu sob a pressão de H2O de aproximadamente de 0.7 kb, que corresponde a uma profundidade de 3 km. A assimilação crustal é relevante no corpo Soarinho, moderada nos complexos Tanguá e Rio Bonito. Para cruzar a barreira térmica, é necessário super-reaquecimento do magma nefelina sienítico ou injeção do novo magma rico em fluidos. A datação preliminar pelo método Rb-Sr para rochas do complexo Tanguá apresenta a idade intrusiva de 66.8 Ma com a razão inicial de Sr de 0.7062.

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