Rifting Evolution and Paleogeography of the Brazilian Equatorial Atlantic Margin: from Triassic to Holocene

Adilson Viana SOARES JÚNIOR, Yociteru HASUI, João Batista Sena COSTA, Fábio Braz MACHADO

Resumo


A Margem Atlântica Equatorial se formou a partir de três frentes distensivas, registradas por um complexo conjunto de bacias sedimentares desenvolvidas desde o Neotriássico até o Eocretáceo (Albiano). A primeira frente formou a Bacia da Foz do Amazonas no Neotriássico; a segunda frente formou a Bacia de Marajó no Berriasiano, uma nova fase rifte na Bacia da Foz do Amazonas no Valanginiano e as bacias de Bragança-Viseu, São Luís, Ilha Nova e Barreirinhas no Aptiano; a terceira fase envolveu as bacias de Barreirinhas, Pará-Maranhão e formou novo rifteamento na Bacia da Foz do Amazonas entre o Aptiano e o Albiano e evoluiu para fragmentação continental. O campo de paleotensão principal durante o rifteamento possuiu direção principal NE-SW e após a fragmentação continental assumiu direção próxima a E-W, com o desenvolvimento das zonas transformantes na crosta oceânica. A partir do Mioceno a placa Sul-Americana foi submetida à tectônica intraplaca, com formação de falhas transcorrentes E-W que geraram segmentos transtensivos e transpressivos que formaram bacias sedimentares e serras, com grandes modificações na rede de drenagem. No Quaternário, a paisagem foi modificada pelas glaciações e deglaciações que alteraram o nível do mar e impôs o afogamento da rede de drenagem, formando o litoral atual.

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