Paleosuperfícies no Brasil SE: evolução do relevo no planalto de São José dos Campos

Lylian COLTRINARI

Resumo


Hipóteses sobre a evolução cenozoica do relevo no Brasil SE sustentavam a alternância de processos morfogenéticos sob climas semiáridos e desenvolvimento de solos sob climas quentes e úmidos. Reavaliações das cronologias quaternárias, pesquisas realizadas na zona tropical úmida no hemisfério sul e dados coletados no platô de São José dos Campos (≈200 km) (São Paulo, SE Brasil) vinculam mantos de intemperismo e pedogênese latosólica com ambientes quentes/úmidos onde processos químicos/geoquímicos contribuíram ao abaixamento de remanescentes de uma superfície de aplainamento terciária. Depressões fechadas, cabeceiras em anfiteatro e demais formas pseudocársticas evoluíram sobre rochas sedimentares quartzo-cauliníticas oligoceno-miocênicas interestratificadas com camadas de arenito e conglomerados. A forma, tamanho e distribuição dessas feições permitiram identificar, a SW, um compartimento com interflúvios largos sub-horizontais e depressões isoladas. Na seção central as depressões são numerosas, com dimensões e regime hidrológico variado enquanto no compartimento NE há poucas depressões ativas nas cabeceiras dos dambos. As diferenças citadas são em geral atribuídas a descontinuidades tectônicas e/ou litológicas que favorecem a circulação da água em subsuperfície mas sugere-se que a permeabilidade diferenciada das camadas sedimentares seja também considerada. As relações entre processos geoquímicos e gênese do modelado de detalhe conduziram à adoção dos princípios da etchplanação.

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