TAFONOMIA DE FORAMINÍFEROS DA FORMAÇÃO PIRABAS (MIOCENO INFERIOR), ESTADO DO PARÁ

Vladimir de Araújo Távora, Jaqueline Rosa Coelho

Resumo


Este trabalho versa sobre análise tafonômica dos foraminíferos da Formação Pirabas procedentes de um afloramento e quatro perfurações situados nos municípios de Maracanã, Bragança e Capanema, nordeste do Estado do Pará. Os espécimens reconhecidos nas seções estudadas pertencem à associação Ammonia beccarii, de lagunas rasas com substrato carbonático de granulação fina. Mostram grau de fragmentação moderado, vestígios incipientes de abrasão, três estágios de dissolução e, bioerosão por atividade algálica e micróbios. Com relação ao transporte, tipificam o grupo de transporte II, guardam evidências de transporte por bed load, situam-se no campo I dentro da classificação quanto ao grau de alteração, devido à preservação de 70% da associação original, e podem ser enquadradas dentro do campo da Tafofácies I. O paleoambiente pode ser definido como lagunar, eutrófico, com variações de salinidade, profundidade, relevo de fundo e firmeza do substrato, com oscilações do nível do mar e comunicação com mar aberto, conforme atestam Amphistegina, Archaias, Cibicides e os táxons planctônicos. Os dados tafonômicos comprovam alta energia do meio durante o evento de soterramento, que pode estar associada com ondas de tempestade.

Palavras-chave


Tafonomia, foraminíferos, Formação Pirabas, Mioceno.

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