REVISÃO ESTRATIGRÁFICA DO CRETÁCEO INFERIOR DAS BACIAS INTERIORES DO NORDESTE DO BRASIL

Mitsuru Arai

Resumo


Este trabalho pretende discutir vários problemas existentes nos arcabouços estratigráficos apresentados para o Cretáceo Inferior das bacias interiores do Nordeste do Brasil. O Andar Dom João pertence ao Jurássico, embora não se descarte a possibilidade da sua parte mais superior adentrar na porção basal do Cretáceo. A unidade denominada Cariri ou Mauriti na Bacia do Araripe e suas correlatas das bacias adjacentes podem não ser paleozóicas, mas, com certeza, é “pré-Dom João” e, portanto, não podem ser consideradas como cretáceas. O Andar Dom João não ocorre em bacias interiores situadas ao norte do Lineamento de Patos, estando ausente nas bacias de Iguatu, Malhada Vermelha, Lima Campos, Icó e Rio do Peixe, entre outras. A Formação Sousa (Bacia do Rio do Peixe) não corresponde ao Andar Dom João. Existe um hiato regional no intervalo compreendido entre os andares Aratu e Alagoas, e, por isso, as bacias interiores são desprovidas dos andares Buracica e Jiquiá. Na Bacia do Araripe aplicava-se inadequadamente o termo Missão Velha para duas unidades bem distintas: uma do Andar Dom João (Formação Missão Velha s.s.) e outra do Andar Alagoas (atual Formação Rio da Batateira). A análise de estratigrafia de seqüências indica muitas bacias como policíclicas e não como monocíclicas como tem sido aceito.

Palavras-chave


Mesozóico; Jurássico; Cretáceo; Bacias Interiores; Brasil.

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