Geoquímica dos diques máficos da região leste da Província Aurífera Alta Floresta: inferências sobre a fonte mantélica e implicações geodinâmicas

Guilherme Mene Ale Primo, Paulo César Corrêa da Costa, Vicente Antonio Vitorio Girardi

Resumo


O enxame de diques máficos de Peixoto de Azevedo e Nova Guarita, região Leste da Província Aurífera Alta Floresta (PAAF), compõe-se de basaltos toleíticos evoluídos. Tais rochas provêm de fonte enriquecida por fluidos originados durante a subducção de crosta oceânica recoberta por significativa quantidade de sedimentos de composição semelhante à média global de sedimentos subductados (global subducting sediment composition — GLOSS). O enxame de diques intrude granitos e gnaisses paleoproterozoicos dos arcos magmáticos Cuiú-Cuiú e Juruena, e possui idade de 1419 Ma. No Cráton Amazônico, suas características geoquímicas relacionadas à sua origem mantélica são muito semelhantes às dos diques máficos de Carajás e da Suíte Máfica Vespor, ambos paleoproterozoicos. São semelhantes em idade quando comparados aos diques de Nova Lacerda, assim como de outras regiões do Supercontinente Columbia, como os diques Bas Drâa Inlier, a W do Cráton da África, a soleira Midsommerso, a NE da Groenlândia, e os diques Michael Gabbro, na Província Grenville, no Canadá. Essas intrusões ocorreram entre 1,42 e 1,33 Ga, durante as fases finais de fragmentação do Supercontinente Columbia.


Palavras-chave


Cráton Amazônico; Diques máficos; Geoquímica; Manto.

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