Impacto do intemperismo no arenito de revestimento do Teatro Municipal de São Paulo

Eliane Aparecida Del Lama, Gergely Andres Julio Szabó, Lauro Kazumi Dehira, Yushiro Kihara

Resumo


Um dos cartões postais da cidade de São Paulo, o Teatro Municipal, construído em 1911, tem sua fachada frontal revestida pelo Arenito Itararé. O arenito é proveniente da área da Flona (Floresta Nacional) de Ipanema em Iperó - SP, outrora Real Fábrica de Ferro de Ipanema, constituindo-se hoje num patrimônio histórico, arqueológico e natural. A fachada está bastante deteriorada, por causa do litotipo escolhido na sua construção. O Arenito Itararé é estratificado, com marcante característica sigmoidal, e tem granulação variada, desde fina a grossa. Petrograficamente, é um arenito feldspático com matriz argilosa em proporção variável. Análises de difração de raios X apontam que a matriz argilosa é constituída por argilominerais do grupo da esmectita, com contribuição de clorita e illita. Apresenta porosidade de 10% a 18%, indicada por porosimetria de mercúrio. O mapeamento da fachada identificou as seguintes formas de intemperismo: colonização biológica, concreção, erosão, escamação, fissura, incrustação, junta aberta, lascagem, mancha, placa, plaqueta e vegetação. A industrialização e o crescimento da cidade não tiveram grande impacto na alteração do revestimento do Teatro Municipal de São Paulo. Este processo é intrínseco, devido às características petrográficas (presença de argilominerais expansivos e alta porosidade) e a estrutura do arenito utilizado, inabilitando-o como pedra de revestimento.

Palavras-chave


Teatro Municipal;arenito;Itararé;Ipanema;intemperismo;São Paulo

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/z1519-874x2008000100006

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