AS FAMÍLIAS VENERIDAE, TROCHIDAE, AKERIDAE E ACTEONIDAE (MOLLUSCA), NA FORMAÇÃO ROMUALDO: ASPECTOS PALEOECOLÓGICOS E PALEOBIOGEOGRÁFICOS NO CRETÁCEO INFERIOR DA BACIA DO ARARIPE, NE DO BRASIL

PRISCILLA ALBUQUERQUE PEREIRA, RITA DE CASSIA TARDIN CASSAB, ALCINA MAGNÓLIA FRANCA BARRETO

Resumo


Moluscos fósseis na Bacia Sedimentar do Araripe são relatados desde a década de 1960, com biválvios presentes nas formações Crato, Romualdo e gastrópodos, restritos a Formação Romualdo. A identificação e descrição desses moluscos tem auxiliado na reconstituição paleoambiental da Formação Romualdo (Aptiano-Albiano) e na interpretação da rota de incursão marinha que aponta para influência do mar de Tétis na bacia. Este trabalho, descreve e ilustra fósseis coletados nas localidades de Zé Gomes, Cedro/Tabuleiro e Santo Antônio município de Exu, Pernambuco, pontuando a paleoecologia e a distribuição paleogeográfica dos gêneros, além de observar as afinidades faunísticas entre as formaçõe Romualdo e Riachuelo. Essa análise resultou na identificação de biválvios da Família Veneridae - Eocallista sp. e Eocallista sp. 2. . e, gastrópodos, das famílias Trochidae - Calliostoma sp., Akeridae - Akera sp. e, Acteonidae – Acteon sp.. A distribuição paleogeográfica dos gêneros demonstrou congruência com o corredor tetiano, estando os espécimes dentro dos limites de influência do Mar de Tétis, reafirmando a presença deste mar na Bacia do Araripe. A paleoecologia demonstrou afinidade com os ambientes já identificados para a Formação Romualdo, no qual as associações se encontram dentro de um ambiente lagunar a marinho restrito. A presença desses gêneros amplia a afinidade faunística entre as bacias do Araripe (Formação Romualdo) e Sergipe (Formação Riachuelo), demonstrando que provavelmente devido às características eustáticas apresentadas no Albiano, existia uma ligação entre essas bacias, permitindo não só o intercâmbio de elementos tetianos, mas também de espécies relacionadas ao Atlântico Sul já dominante na Bacia de Sergipe.


Palavras-chave


Bacia de Sergipe; Mar de Tétis; Atlântico Sul.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11137/2018_3_137_152

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