BLOCOS ESTRUTURAIS COMO CONTROLE DA INUNDAÇÃO NO PANTANAL BRASILEIRO

ALISSON ANDRÉ RIBEIRO, CAMILA LEONARDO MIOTO, RÔMULO MACHADO, MARIO LUIS ASSINE, ELIANE GUARALDO, ANTONIO CONCEIÇÃO PARANHOS FILHO

Resumo


A formação e a evolução da bacia do Pantanal ainda não são bem conhecidas nem explicadas. Este estudo traz novas informações que mostram o controle estrutural sobre o meio físico do Pantanal, uma das mais importantes regiões do mundo devido à sua biodiversidade. Foram usados diferentes conjuntos de dados de sensoriamento remoto: o primeiro são os dados altimétricos SRTM corrigidos (Shuttle Radar Topographic Mission) e o segundo o mapa dos lineamentos principais do Pantanal, obtidos a partir de fotointerpretação de imagens de satélite. Ambos foram confrontados com os limites oficiais do Pantanal e outros dois limites definidos pela fitogeografia e imagens de sensoriamento remoto. É possível mostrar que há uma semelhança entre os limites internos do Pantanal e os linemaentos. As altitudes decrescem de N a S e de L a O, mas a análise mostra que a declividade não é homogênea, havendo alguns desníves no caminho. A diferença de altitude entre blocos adjacentes é de cerca de 3 a 4 metros. Além disso, as diferentes regiões apresentam diferentes altitudes e declividades médias, embora a declividade dentro de cada bloco seja homogênea. Considerando o Pantanal como uma bacia cenozóica ativa, este artigo propõe que a neotectônica controla esses blocos e assim a água flui na bacia, que por sua vez controla a fauna e flora da região.


Palavras-chave


Sensoriamento Remoto; DEM; Tectônica; Sub-Regiões.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11137/2018_3_434_444

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