SENSIBILIDADE DO MODELO WRF A ESCOLHA DE PARAMETRIZAÇÕES PARA SIMULAÇÕES NO ESTADO DO RIO GRANDE DO SUL NO ANO DE 2014

RICARDO ANTONIO MOLLMANN JUNIOR, GABRIEL BONOW MÜNCHOW, RITA DE CÁSSIA MARQUÊS ALVES, OSVALDO LUIZ LEAL DE MORAES

Resumo


Neste estudo foi realizado um teste de sensibilidade a partir da mudança das parametrizações nas simulações do modelo de mesoescala Weather Research and Forecast nas estações do ano do verão e inverno de 2014 sobre o Estado do Rio Grande do Sul. Para este propósito, foram configuradas seis simulações experimentais com diferentes combinações de parametrizações, sendo alternadas em relação a complexidade para o tratamento de suas físicas de cumulus, microfísica de nuvens e radiação solar, e subdivididos em dois grupos, dos quais diferem com relação as parametrizações de Camada Limite Planetária (CLP) – os esquemas Yonsei University (YSU) e Mellor-Yamada-Janjic (MYJ). Foram avaliadas as variáveis meteorológicas velocidade do vento a 10m e temperatura do ar a 2m simuladas pelo modelo, e comparadas a partir do cálculo estatísticos dos erros sistemático (bias) e total (RMSE), com dados históricos de estações meteorológicas do Banco de Dados Meteorológicos para Ensino e Pesquisa (BDMEP) do Instituto Nacional de Meteorologia (INMET). Os resultados mostraram que o modelo foi sensível à alteração dos esquemas físicos tanto nas análises horárias quanto nas sazonais. Sendo observadas sensibilidades com relação a complexidade dos esquemas, mas principalmente a partir da alteração dos esquemas de CLP. Os experimentos (EXP) configurados com o esquema YSU mostraram na média bias positivo (quente) durante as duas estações do ano, enquanto os EXP com o MYJ tiveram na média bias negativo (frio) no verão e positivo (quente) no inverno. Nos cálculos dos erros sistemáticos da velocidade do vento houve superestimativas em todos os EXP, porém com maior acúmulo durante o período noturno. Considerando os resultados dos índices, foi verificado que a combinação entre as físicas mais complexas convectivas e radiativas somado ao esquema de CLP com fechamento não-local, YSU representou melhor o estado atmosférico do Rio Grande do Sul durante o verão e o inverno de 2014.


Palavras-chave


WRF; Modelagem numérica; Parametrização; Camada Limite Planetária.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11137/2018_3_580_591

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