Estimativa do Tempo de Renovação da Água do Complexo Lagunar da Baixada de Jacarepaguá Através de Modelagem Numérica

Luana Riscado de Carvalho Pinto, Alessandro Filippo, Lucio Silva de Souza, Alexandre Macedo Fernandes, Itamar Almeida de Oliveira, Camila Guedes Viana, Ana Lúcia Travassos Romano

Resumo


O Complexo Lagunar da Baixada de Jacarepaguá (CLBJ), situado ao sul do município do Rio de Janeiro formado por 5 lagunas costeiras, apresenta um sistema estuarino complexo e altamente produtivo, que sustenta uma rica biodiversidade de plantas aquáticas e animais. O acelerado processo de urbanização ao seu entorno, tem acarretado um intenso processo de eutrofização e assoreamento desses corpos d’água, e que precisa ser melhor compreendido. Assim, o presente trabalho teve como objetivo calcular o tempo de residência (TR) das águas do Complexo através da utilização de um modelo numérico computacional, o MOHID - Water Modelling System. Inicialmente foram feitos testes para se avaliar as respostas do modelo frente os diferentes forçantes, introduzindo primeiramente apenas a maré e posteriormente a descarga dos rios e o regime de vento local. O estudo do TR das águas do complexo foi feito pela implementação do modelo hidrodinâmico acoplado ao modelo de transporte lagrangeano. O cenário construído para simulação considerou os principais forçantes que regem a hidrodinâmica do sistema, maré, descarga dos principais tributários e regime de vento local (hipotético). Os resultados de elevação de nível d’água e circulação obtidos se mostraram bem satisfatórios, com grande semelhança aos dados coletados em campo e com estudos pretéritos. Revelando um alto TR, atingindo uma taxa de renovação máxima de apenas 23% durante o período de 30 dias de simulação, o Canal da Joatinga e a Lagoa de Camorim foram as áreas que apresentaram menor TR, de 7 dias e 12 dias, respectivamente, para uma taxa de renovação de aproximadamente 92%. Para as demais regiões, durante todo o período da simulação, valores de taxa de renovação que variaram entre 59% para Lagoa da Tijuca a 0% para a Lagoa de Marapendi. O regime de troca hídrica das regiões próximas a desembocadura do CLBJ é controlado pelo regime de maré enquanto as regiões mais interiores possuem maior influência dos agentes continentais.


Palavras-chave


Lagunas costeiras; Modelagem numérica; Tempo de residência; MOHID.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11137/2019_3_289_298

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