Geologia e paleontologia da bacia calcária de São José de Itaboraí, estado do Rio de Janeiro, Brasil

Ignacio Machado Brito

Resumo


A bacia calcária de São José de Itaboraá, constituida por diversos tipos de calcários e rochas associadas, teve sua exploração iniciada há cerca de 60 anos e, durante a retirada do material para o fabrico de cimento, diversos estudos foram realizados. A seqüência sedimentar inferior e constituida de calcários fitados, cortados por canais de dissolução preenchidos por argilas com fosseis de vertebrados do Paleoceno Medio. Na sequencia intermediaria tem-se calcários compactos com fos seis de gastropodos continentais de idade terciária, ainda não bem definida. A seqüência superior mostra uma alternância de camadas finas de calcários fitados de precipitação ritmica intercalados com calcários argilosos tipicos de enxurrada, com grandes seixos, um tanto angulosos, de quartzo, feldspato e gnaisses. Sobrepondo todo o conjunto estão camadas aluviais que ultrapassam os limites da bacia, com cascalheiros locais com fósseis de vertebrados do Pleistoceno. A bacia tem sua origem e evolução ligadas a movimentos tectónicos, onde uma grande falha e a nítida inclinação das camadas são bastante evidentes. Algumas dezenas de trabalhos sobre a geologia e a paleontologia já foram publicados. No início da década de 1980 a jazida de calcário esgotou-se a um trabalho sistemático de exploração foi encerrado.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


SCImago Journal & Country Rank