A fauna de morcegos fósseis como ferramenta na caracterização de paleoambientes quaternários

Leonardo Santos Avilla, Gisele Regina Winck, Vanessa Maria Rodrigues Francisco, Bruno Bret Gil, Alexandre Granhen, Débora Gabriel Costa

Resumo


Neste estudo pretende-se caracterizar o paleoambiente nas cercanias dos sítios Quaternários das grutas do sertão baiano e da região de Lagoa Santa durante o Pleistoceno. As paleofaunas de morcegos desses sítios foram comparadas com a fauna atual de 25 localidades, representando os principais biomas Neotropicais. Tal estudo foi possível, pois todas espécies de morcegos fósseis desses sítios fazem parte da fauna Neotropical atual, excetuando-se Desmodus draculae. Como os morcegos são ótimos caracterizadores ambientais, a associação das faunas atuais e fossilíferas permite reconhecer ambientes semelhantes. A similaridade entre as faunas foi verificada pelo Índice de Jaccard, com posterior análise de agrupamento por média não-ponderada (UPGMA). A paleofauna de Lagoa Santa agrupou-se com a fauna de Caatinga, sugerindo um ambiente seco e aberto para o entorno das grutas de Lagoa Santa durante o Pleistoceno. A paleofauna das grutas do sertão baiano não agrupou com nenhuma das faunas incluídas na análise. Muitos autores sugerem que o registro fossilífero destas grutas seja produto de mistura faunística. A dissimilaridade encontrada neste estudo entre paleofauna de morcegos das grutas baianas com as demais faunas analisadas corrobora o argumento de mistura faunística.

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