Caracterização de parâmetros hidráulicos em depósitos fluviais paleogênicos na Bacia de Volta Redonda, RJ

Ana Carolina Lisbôa Barboza, Gerson Cardoso da Silva Jr, Claudio Limeira Mello

Resumo


O presente estudo tem por objetivo a caracterização de parâmetros hidráulicos dos depósitos fluviais paleogênicos da Bacia de Volta Redonda, através de ensaios de condutividade hidráulica e análises granulométricas. Com este estudo, busca-se produzir uma base de dados hidrogeológicos aplicáveis à caracterização de hidrofácies (corpos sedimentares interconectados com distintas propriedades hidráulicas) e à modelagem de fluxo das águas subterrâneas. A metodologia utilizada nesta pesquisa consistiu em ensaios de permeabilidade in situ (permeâmetro de Guelph) e de laboratório (permeâmetro de carga variável), além de análises granulométricas realizadas em cada fácies sedimentar existente na área de estudo, os quais pertencem às formações Resende e Pinheiral. Os resultados estimados da condutividade hidráulica apresentaram-se coerentes às características sedimentológicas. Os depósitos sedimentares da Formação Resende são constituídos por areia fina a média com presença de matriz argilosa e apresentaram condutividade hidráulica moderada a muito baixa, variando de 10-4 a 10-8 cm/s. Estes valores indicam um reservatório pobre. A Formação Pinheiral apresenta camadas arenosas com níveis conglomeráticos, limitadas por intervalos pelíticos pouco espessos. Esses pelitos possuem muito baixa permeabilidade, com condutividade hidráulica variando de 10-5 a 10-7 cm/s. O topo dessa formação teve a mais alta permeabilidade, em torno de 10-3 cm/s. A Formação Pinheiral apresenta, portanto características de reservatório e deve-se levar em consideração que seu topo funciona como recarga do aqüífero. A partir dos resultados obtidos de condutividade hidráulica, que variaram de 10-8 a 10-3 cm/s, para as formações Resende e Pinheiral da área em estudo, concluiu-se que esses depósitos possuem de muito baixa a média condutividade hidráulica, predominando as permeabilidades mais baixas, o que explica a baixa produtividade do aqüífero multicamadas de Volta Redonda.

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