Avaliação de modelos digitais de elevação para estudos geoecológicos no maciço da Pedra Branca, Rio de Janeiro, Brasil

Leandro Gomes Souza, Gustavo Mota de Sousa, Pedro Henrique Ferreira Coura, Manoel do Couto Fernandes

Resumo


As ferramentas do geoprocessamento têm sido utilizadas com freqüência cada vez maior para o estudo integrado de variáveis geoecológicas, por permitirem análises mais rápidas e eficientes. Um dos produtos gerados pelo geoprocessamento e de grande importância para análises considerando a superfície real do terreno é o Modelo Digital de Elevação (MDE). A consideração da superfície real é essencial para o cálculo correto de volumes, áreas e distâncias, parâmetros cruciais para uma série de indicadores geomorfológicos. Existem diversos métodos para a geração desses modelos e não há consenso sobre qual deles apresenta maior precisão, uma vez que esta vai depender de características relacionadas à área de estudo. Este trabalho tem como objetivo comparar diferentes métodos para geração de MDE em áreas de relevo acidentado, utilizando como área de estudo o maciço da Pedra Branca, RJ. Foram gerados MDEs através de dois métodos de interpolação e tipo de grades diferentes: o método de interpolação com base em grade regular retangular (TOPOGRID) e o método de interpolação de Delaunay com restrições baseado em grade irregular triangular (TIN), ambos gerados no software ArcGIS 9.2. Para verificar a qualidade e a precisão altimétrica desses modelos, utilizou-se um mapa de declividades gerados a partir do modelo da grade irregular triangular. Os resultados mostram que o método mais adequado para a área estudada como um todo é o TOPOGRID. No entanto esse comportamento foi desigualmente distribuído segundo as classes de declividade, sendo seus erros maiores nas altas declividades, onde o modelo TIN se mostrou mais eficiente.

Texto completo:

PDF

Apontamentos

  • Não há apontamentos.


SCImago Journal & Country Rank