Sítios Paleontológicos das Bacias do Rio do Peixe: Georreferenciamento, Diagnóstico de Vulnerabilidade e Medidas de Proteção

Luis Manoel Paes Siqueira, Márcia Aparecida dos Reis Polck, Andrea Cristina Giongo Hauch, Cristiano Alves da Silva, Felipe Barbi Chaves, Irma Tie Yamamoto, João da Penha Araujo, José Artur Ferreira Gomes de Andrade, José Betimar Melo Filgueira, Maria Hilda Pinto de Arruda Trindade, Rodrigo da Rocha Machado, Rodrigo Miloni Santucci

Resumo


O estado de abandono e depredação dos sítios paleontológicos das bacias do Rio do Peixe é motivo de preocupação para as autoridades e para a sociedade há algum tempo. Denúncias foram feitas e constatadas, tanto de extração de areia no Parque Monumento Natural Vale dos Dinossauros quanto de retiradas de fósseis de sítios cadastrados pela SIGEP (Comissão Brasileira de Sítios Geológicos e Paleobiológicos). O presente trabalho teve como objetivo georreferenciar os sítios paleontológicos das bacias do Rio do Peixe, definir um diagnóstico de vulnerabilidade desses sítios e estabelecer propostas para medidas de proteção. Foram realizadas dez etapas de trabalhos de campo, nos anos de 2008 e 2009, com o revezamento de técnicos do DNPM. Além de um mapa georreferenciado, com os sítios paleontológicos das bacias do Rio do Peixe, foram definidos nove fatores que contribuem mais acentuadamente para a vulnerabilidade dos sítios, sendo que a ação natural do intemperismo e a ação antrópica são os dois principais. A maioria dos sítios estudados possui vulnerabilidade de média a alta, sendo que os sítios com maior vulnerabilidade são: Pedregulho, Piau/Caiçara, Várzea dos Ramos, Lagoa dos Patos, Cabra Assada e Matadouro. Entre eles, atualmente, o Sítio Matadouro pode ser considerado como um sítio destruído, não sendo possível a sua recuperação. Dez propostas foram estabelecidas como medidas de proteção desses sítios paleontológicos.

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