Análises geomorfológicas do Platô de Teresópolis e da Serra do Mar, RJ, com o auxílio de seppômen e ASTER GDEM e sua relação aos tectonismos cenozoicos

José Ribeiro Aires, Akihisa Motoki, Kenji Freire Motoki, Daigo Freire Motoki, Juliana Gonçalves Rodrigues

Resumo


Este trabalho apresenta análises geomorfológicas do Platô de Teresópolis, a escarpa da Serra do Mar e as áreas adjacentes, RJ, com o auxílio da técnica de seppômen e os dados topográficos de satélite ASTER GDEM e, sua relação ao tectonismo cenozoico. De acordo com o mapa de seppômen da grade de 4 km, a área estudada é dividida em três domínios geomorfológicos, a Baixada Fluminense (RJL), a escarpa da Serra do Mar (SMS) e o Platô de Teresópolis (TRH). A Baixada Fluminense, que corresponde à área do Graben de Guanabara, é constituída pelas planícies de depósitos aluvionares e as áreas de morros baixos que expõem o embasamento metamórfico. Os limites entre essas são bruscos e lineares, sugerindo existência de falhas e grabens pequenos. Os topos destes morros estão quase na mesma altitude, constituindo uma superfície de seppômen com altitude aproximada de 100 m. Os mapas de seppômen das grades de 4 km e 2 km apresentam que o topo da escarpa da Serra do Mar tem altitude aproximada de 1300 m e, portanto esta falha norma tem desnível de 1200 m. A escarpa tem direção de N75ºE e é dividida em segmentos de 15 km a 30 km de comprimento. Em certas localidades da escarpa, observa-se a morfologia de megadeslizamento. O Platô de Teresópolis é inclinado à N30ºW com a declividade média de 0.9º. Os sistemas de drenagens no platô apresentam três orientações, N60ºE, N10ºE e N75ºW. Ao longo do Rio Paraíba do Sul, ocorre uma depressão morfológica linear com 20 km de largura e profundidade relativa de 300 m, sugerindo presença de um graben raso. Sobre o Platô de Teresópolis, ocorrem três alinhamentos de saliências morfológicas orientados em N50ºE, com altura relativa máxima de 900 m. Os histogramas de distribuição altimétrica para as superfícies de seppômen sugerem que essas são inselbergs remanescentes antes do movimento da falha da escarpa do Serra do Mar. As falhas normais e os sistemas de fraturas do Cenozoico desta área são frequentemente discordantes com a estrutura do embasamento. Este fenômeno é explicado pelo modelo de reativação das estruturas do manto litosférico, e não, da crosta continental.

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DOI: http://dx.doi.org/10.11137/2012_2_105_123

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