Geoquímica e proveniência sedimentar da Formação Uberaba (sudeste do Triângulo Mineiro, MG)

Dennis Arthuso Quintão, Fabrício de Andrade Caxito, Joachim Karfunkel, Florence Rodrigues Vieira, Hildor José Seer, Lúcia Castanheira de Moraes, Luiz Carlos Borges Ribeiro, Antônio Carlos Pedrosa-Soares

Resumo


A Formação Uberaba, de idade campaniana e ocorrência restrita à região da cidade homônima, é composta de arenitos líticos e conglomerados de cor esverdeada, com possível contribuição vulcanoclástica. Nessa unidade ocorrem minerais pesados como ilmenita, granada, perovskita e magnetita, além de clinopiroxênio, plagioclásio, quartzo, calcita e apatita. A Formação Uberaba é marcada geoquimicamente por altos teores em Ba, Ta, La, Nb e Th, com padrões de elementos terras raras normalizados ao condrito fortemente fracionados (LaN/YbN = ca. 128) e planos (sem anomalia de Eu). Análises de química mineral das granadas detríticas da Formação Uberaba indicam predominância de chorlomita com afinidade com granadas crustais (G3). A proveniência sedimentar da Formação Uberaba corresponde a uma mistura de materiais de distritos alcalinos do Alto Paranaíba e derivados da erosão da Formação Serra Geral e dos grupos Canastra e Araxá. Os conglomerados produtores de diamante que ocorrem proximamente, em Romaria, foram considerados por alguns autores como correlatos à Formação Uberaba, porém a composição das granadas retiradas desses conglomerados é bastante diferente, plotando no campo de granadas mantélicas (G9/G10). Descarta-se, dessa forma, correlação entre essas duas unidades, e a Formação Uberaba, portanto, não é uma fonte provável dos diamantes aluvionares encontrados no rio homônimo.

Palavras-chave


Formação Uberaba; Magmatismo alcalino; Triângulo Mineiro; Proveniência; Cretáceo Superior.

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/2317-4889201720170032

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