Aplicação de interferometria por espalhadores persistentes para monitoramento de deformações de superfície na mina de ferro a céu aberto N5E utilizando dados TerraSAR-X, na Província Carajás, região amazônica

Filipe Altoé Temporim, Fábio Furlan Gama, José Cláudio Mura, Waldir Renato Paradella, Guilherme Gregório Silva

Resumo


A Província Mineral de Carajás, região amazônica, é a mais importante do Brasil. A Vale S.A. tem o direito de operar na área da mina N5E, que é conduzida em produtos de alteração de rochas de baixa qualidade geomecânica relacionados a arenitos, siltitos e uma cobertura laterítica. Para monitorar a deformação do solo, foram utilizadas 33 imagens de TerraSAR-X cobrindo o período de março de 2012 a abril de 2013. Foi aplicada uma abordagem interferométrica de radar de abertura sintética (InSAR) baseada em interferometria de espalhadores persistentes (PSI) utilizando um algoritmo de análise de alvo pontual. Os resultados mostraram que a maior parte da área foi considerada estável durante o período de aquisição de imagens, entretanto os espalhadores persistentes (PSs) com altas taxas de deformação foram mapeados em aterro, provavelmente relacionado a assentamentos. Para validar os dados PSI, foram gerados gráficos com os dados de deslocamento medidos em campo. Os gráficos mostraram que as deformações superficiais durante a cobertura das imagens TSX-1 estão conforme o limiar de segurança do minerador e não apresentam risco de problemas maiores. Os dados PSI forneceram uma visão sinóptica e detalhada do processo de deformação que afeta o complexo de mineração sem a necessidade de campanha de campo ou instrumentação.

Palavras-chave


TerraSAR-X; Interferometria; Amazônia; Deformação; Radar.

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/2317-4889201720170006

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