Evidência de uma transgressão na Baixada Santista durante o Estágio Isotópico 3

André da Silva Salvaterra, Rosangela Felício dos Santos, Alexandre Barbosa Salaroli, Rubens Cesar Lopes Figueira, Michel Michaelovitch de Mahiques

Resumo


Neste artigo, apresentamos novas evidências sobre a transgressão ocorrida Estágio Isotópico 3 (MIS3) na costa do sudeste do Brasil (Baixada Santista). Dados coletados por meio de um ensaio de penetração em solo (SPT) revelam a ocorrência de sedimentos mixohalinos entre 45.000 e  41.000 anos a.P. Uma sequência mais profunda, que mostra clara transição de ambiente continental para um mixohalino, foi associada ao Estágio Isotópico 5e (MIS5e). Marcadores orgânicos e inorgânicos foram usados para reconhecer as variações dos ambientes terrestre/mixohalino/marinho, bem como inferir sobre o clima e a energia do ambiente deposicional. Uma mudança ambiental, que poderia corresponder a um pico do nível do mar ou à ocorrência de condições mais secas, foi reconhecida entre 43.000 e 42.000 anos a.P. Os resultados reforçam a necessidade de futuros trabalhos sobre a variabilidade do MIS3 na costa atlântica sul-americana.

Palavras-chave


MIS3; Pleistoceno superior; Nível do mar.

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/2317-4889201720170057

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