Discriminação dos depósitos cenozoicos da parte emersa da Bacia Paraíba (NE, Brasil) por meio de minerais pesados e granulometria

Felipe Lamus Ochoa, Ana Maria Góes, Dilce de Fátima Rossetti, André Oliveira Sawakuchi, Lucas Villela Cassini, José Moacyr Vianna Coutinho

Resumo


Controvérsias na estratigrafia dos depósitos sedimentares expostos na Bacia Paraíba motivaram investigações visando análises de minerais pesados, incluindo morfologias de zircão e turmalina. O estudo revelou grande similaridade mineralógica entre as unidades aflorantes (Formação Barreiras e Sedimentos Pós-Barreiras I e II), com domínio de zircão, turmalina, cianita e rutilo. A maioria das amostras da Formação Barreiras é relativamente mais pelítica que as amostras derivadas dos Sedimentos Pós-Barreiras. Entretanto, a similaridade das porcentagens de minerais pesados impossibilitou discriminar essas unidades geológicas por meio somente da composição mineralógica. Refinamento estratigráfico foi obtido por meio de análises morfológicas de zircão e de turmalina, que foram eficientes na diferenciação das unidades sedimentares estudadas, com aumento de categorias arredondadas em direção aos depósitos mais jovens. Além disso, o aumento progressivo do índice ZTR nesses depósitos, aliado à constância dos valores do índice de proveniência RZ, sugerem que as principais fontes dos depósitos cenozoicos da Bacia Paraíba foram rochas sedimentares preexistentes e, subordinadamente, rochas metamórficas da Zona Transversal da Província Borborema.

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DOI: http://dx.doi.org/10.5327/Z2317-48892013000300010

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