A influência composicional de antecristais em diques cretácicos de lamprófiro alcalino, SE Brasil

Saulo Gobbo Menezes, Rogério Guitarrari Azzone, Gaston Eduardo Enrich Rojas Rojas, Excelso Ruberti Ruberti, Renata Cagliarani Cagliarani, Celso de Barros Gomes, Luanna Chmyz Chmyz

Resumo


A questão de como a assembleia de antecristais influencia a composição química de diques de lamprófiro e se esta pode ser responsável pelo zoneamento composicional entre núcleos e bordas é abordada por meio de um estudo detalhado em quatro diques de monchiquito e camptonito, representativos das províncias alcalinas Arco de Ponta Grossa e Serra do Mar. Nestes diques, os antecristais são interpretados como minerais cristalizados precocemente que não se encontram mais em equilíbrio com o líquido que os carrega, mas que mantêm vínculo com o mesmo sistema magmático. Eles representam cristais reciclados de estágios magmáticos mais precoces em profundidade. As texturas dos antecristais, como megacristais zonados de clinopiroxênio (núcleos de augita e bordas de titanoaugita) com núcleos parcialmente corroídos, cristais de olivina corroídos nas bordas, envoltos por coronas de biotita, inclusão de cristais de cromoespinélio nos centros dos megacristais de clinopiroxênio e olivina e cristais de titanomagnetita envoltos por coronas de biotita, sugerem reequilíbrio com a matriz. Para os diques estudados, a maior carga de antecristais encontra‑se em seus centros. Descontando‑se o volume de antecristais nos centros de cada ocorrência, as composições calculadas são muito semelhantes às globais das bordas. A carga de antecristais máficos de cada ocorrência, proporcionalmente, resulta em enriquecimento da composição global em MgO, FeO, TiO2, CaO, elementos traços compatíveis (Cr, Ni e Co), e ao empobrecimento em SiO2, K2O, Na2O, Al2O3 e traços incompatíveis (Ba, Sr e ETR). Assim, as análises geoquímicas globais de cada dique são representativas da combinação de cristais acumulados e magma. Além disso, as variações composicionais relativas às zonalidades dos diques estudados parecem estar predominantemente relacionadas à carga de antecristais e não a diferentes pulsos magmáticos.

Palavras-chave


Antecristais; Lamprófiros alcalinos; Petrologia; Geoquímica.

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/23174889201500010006

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