Aspectos texturais, mineralógicos e químicos das calcedônias Calçadinha alojadas em arenitos (Piauí, Brasil)

Marcondes Lima da Costa, Quézia da Silva Alencar, Erico Rodrigues Gomes, Henrique Diniz Faria de Almeida, Sarise Kamanda de Oliveira

Resumo


Arenitos paleozóicos da Bacia do Parnaíba hospedam, além de excelentes depósitos de opala, ocorrências de calcedônias, ainda não investigadas, com potencial para o artesanato mineral e ornamental, e que poderão auxiliar o entendimento da evolução geológica da bacia. Trabalhos de campo, análises microtexturais, difração de raios-X e microscopia eletrônica de varredura com espectrometria de energia dispersiva, análises químicas e apreciações gemológicas foram desenvolvidas. Destacaram-se quatro modos distintos de calcedônias, que são realçados pela riqueza em dendritos de Fe e Mn , envolvendo núcleos opalinos, com microcavidades formadas por quartzo microcristalino, nontronita e paligorsquita. As características mesoscópicas dessas calcedônias, como textura, cor e inclusões de dendritos, e a lapidação em cabochão e formas livres mostram potencialidade para uso no artesanato mineral e semi-joias. Como esperado, são dominadas por SiO2, com teores de Al2O3, Fe2O3, MgO e TiO2 baixos e muito variáveis. Entre os elementos-traço destacam-se os teores de Ba, que em geral ocorre como barita, que parece constituir uma assinatura geoquímica dos sedimentos portadores de calcedônia e opalas na bacia do Parnaíba. Essas calcedônias se formaram durante a solubilização parcial da SiO2 dos arenitos promovida por ocasião das deformações dos arenitos em zonas de falhas e fraturas.

Palavras-chave


Dendritos de manganês; Paligorsquita; Opala; Bário; Elementos de terras-raras.

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DOI: http://dx.doi.org/10.1590/2317-4889201620160006

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