INTERPRETAÇÃO DO TESTEMUNHO T-101, (32°05'S; 47°35'W) COM BASE EM NANOFÓSSEIS CALCÁRIOS - CONE DO RIO GRANDE, RIO GRANDE DO SUL, BRASIL

HELENA MARIA SOUTO GONÇALVES, BEATRIZ APPEL DEHNHARDT

Resumo


O presente trabalho se refere ao estudo dos nanofósseis calcários do testemunho T-101, situado na Elevação Continental do Rio Grande do Sul, latitude 32°05'S e longitude 47°35'W. O testemunho apresenta 670cm de comprimento e foi obtido a uma profundidade de lâmina d'água de 3.200m na área do Cone do Rio Grande, durante a realização da campanha oceanográfïca GEOMAR VII de 1976. A análise dos microfósseis permitiu observar que eles apresentam uma distribuição não sequencial ao longo do testemunho, estando concentrados a 670cm, 620cm e 580cm da base e a 15cm do topo. A identificação taxonômica destes microfósseis possibilitou detectar um retrabalhamento na base do testemunho de espécies do Eopleistoceno com espécies do Plioceno. No topo, foi registrado uma assembleia neopleistocênica. No intervalo compreendido entre 580-15cm não foi detectado nanofósseis calcários. Inferências sobre questões paleoecológicas e paleoambientais também são apresentadas. Este estudo ainda permitiu correlacionar o topo da Zona Calcidiscus macintyrei de Gartner, 1977 do Eopleistoceno, com a parte média da unidade magnetoestratigráfica Matuyama e da Zona Emiliania huxleyi de Gartner, 1977 com a parte superior da unidade Brunhes.

Palavras-chave


Nanofósseis calcários; Taxonomia; Retrabalhamento; Bioestratigráfica.

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