MODELOS DE DIFUSÃO EM TERMOCRONOLOGIA METAMÓRFICA: APLICAÇÃO AOS GRANITÓIDES DA SERRA DOS ORGÃOS, RIO DE JANEIRO, (CINTURÃO RIBEIRA, SE DO BRASIL)

JOSÉ MANUEL MUNHÁ, COLOMBO CELSO GAETA TASSINARI

Resumo


A modelagem termocronológica realizada para os corpos graníticos pós-tectonicos brasilianos da Serra dos Órgãos sugerem que a colocação do magma granítico foi seguida de um período de 40 a 90 Ma com taxa de resfriamento muito baixa ( 1 a 2°C/Ma), o que impli- ca em um pequeno soerguimento e uma estabilidade tectônica. Este período encerrou-se por volta de 450 Ma com o abrupto aumento da taxa de resfriamento para 20-30°C/Ma. Isto sugere que a crosta continental espessada durante a colisão continental brasiliana (∼620-600 Ma) foi soerguida e adelgaçada antes de 540-500 Ma e que os granitos pós-tectonicos intrudiram uma crosta continental de espessura normal e isostaticamente estável. Com base nas modelagens aqui apresentadas, podemos ainda, especular que o soerguimento e adelgaçamento crustal antes da intrusão foi resultado de uma delaminação do manto pós-colisional debaixo do Cinturão Ribeira; se assim for, este processo teria também causado um aumento no fluxo térmico do manto através da descontinuidade de Moho e iniciado o processo de fusão parcial da crosta continental inferior para produzir os magmas parentais destes granitóides pós-tectonicos.

Palavras-chave


Modelagem Termocronológica; Granitóides; Cinturão Ribeira.

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