EVOLUÇÃO ATUAL DA COBERTURA LATERÍTICO-BAUXÍTICA DA SERRA DE TRUCARÁ, BAIXO RIO TOCANTINS, PARÁ

BERNARD HIERONYMUS, BASILE KOTSCHOUBEY, JEAN-MARIE GODOT, JACQUES BOULÈGUE

Resumo


O manto intempérico que capeia a Serra de Trucará é atualmente palco de dois processos distintos e antagónicos : na sua base, ocorre a ferralitização dos basaltos com intercalações pelíticas da Formação Caraipé e o consequente espessamento da zona saprolítica, enquanto no topo observa-se a degradação química e física da couraça laterítico-bauxítica e dos depósitos coluviais resultantes do desmantelamento desta. Através do estudo, por um lado, dos produtos sólidos de degradação superficial da couraça, e por outro, das águas subterrâneas coletadas em nascentes e poços em quatro épocas diferentes do ano, foi possível evidenciar : 1) na base do perfil intempérico, a lixiviação de parte da sílica e dos elementos alcalinos e alcalino-terrosos, a preservação do quartzo e a neoformação de caolinita mal cristalizada e goethita, que periodicamente sofrem dissolução e reprecipitação; 2) no topo do saprólito, a dissolução incongruente da caolinita que resulta em formação de gibbsita, a lenta degradação do quartzo e a periódica dissolução/reprecipitação dos oxi-hidróxidos de ferro; 3) no topo do perfil, a degradação química e física da couraça laterítico-bauxítica, em particular a lixiviação sazonal do alumínio e do ferro, à qual contribui provavelmente a matéria orgânica. A remoção do alumínio do topo da cobertura de alteração resultaria em enriquecimento absoluto neste elemento da base da couraça e do topo do saprólito, e em cimentação por gibbsita de colúvios recentes.

Palavras-chave


Cobertura laterítica; Bauxita; Ferralitização; Degradação; Águas subterrâneas.

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