INCERTEZA E COMBINAÇÃO DE EVIDÊNCIAS: A QUESTÃO DOS DIAMANTES DO RIO TIBAGI-PR (BRASIL)

PAULO C. SOARES, LEILA C. PERDONCINI

Resumo


Como uma ciência da natureza, a geologia é impregnada de incertezas. Isto está presente nas observações, conceitos e relações geológicas, definindo três tipos de incertezas no raciocínio geológico: i) observacional, associada à evidência E, ii) conceituai, associada ao conceito (P) proposto e iii) relacional, associada à aplicabilidade do conceito à evidência (dado A, então P). A metodologia apropriada para avaliar a confiabilidade na conclusão é discutida e exemplificada com o caso da fonte de diamantes no vale do rio Tibagi, Bacia do Paraná, Brasil. O método usa evidências qualitativas e atribui valores de probabilidade básica, como escores para cada comprometimento da proposição com a evidência usada, tal como na função belief. Vinte e duas evidências geológicas são consideradas na avaliação de duas hipóteses alternativas: i) da fonte dos diamantes nos conglomerados basais do Grupo Itararé (Pensilvaniano); ii) da fonte em rochas kimberlíticas-lamproíticas. O comprometimento da evidência como confirmação ou negação de cada proposição é complementada pela ambiguidade. A combinação das várias evidências consideradas utilizou a regra de combinação de evidências independentes de Dempster-Schafer. O resultado aponta para uma confiabilidade (Belief) de 0,73 com uma ambiguidade de 0,25 para a hipótese da fonte no Grupo Itararé, comparada a confiabilidade de 0,06 e ambiguidade de O, 86 para a hipótese de fonte em rochas kimberlíticas-lamproíticas.

Palavras-chave


Raciocínio probabilístico; Bacia do Paraná; Diamantes; Incerteza; Combinação de evidências.

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