A SUÍTE ESPECIALIZADA EM W (Sn-Mo) DE CATINGA E OUTROS GRANITÓIDES DO GRUPO BRUSQUE, NEOPROTEROZÓICO DO ESTADO DE SANTA CATARINA, BRASIL MERIDIONAL

NEIVALDO ARAÚJO DE CASTRO, MIGUEL ÂNGELO STIPP BASEI, ÁLVARO PENTEADO CRÓSTA

Resumo


Dados petrográficos, geoquímicos e isotópicos de granitóides tardi a pós-tectônicos, intrusivos no Grupo Brusque, Santa Catarina, são apresentados neste artigo. Os granitóides intrusivos no domínio sul do Grupo Brusque (GIDS) são geralmente acinzentados, biotita, quando presente é praticamente o único máfico, apresentam características redutoras. Os granitóides atingem as composições mais ácidas, são levemente alcalinos, transicionais entre meta e peraluminosos. Associado aos GIDS parece ocorrer um corpo sub-vulcânico ácido, conhecido como sub-vulcânicas Ribeirão da Velha, o qual, por suas características petrográficas e geoquímicas possui boa chance de estar associado geneticamente aos GIDS. Na suíte Catinga pjracipnarnento dos LREE em relação aos HREE é incipiente, e geralmente associa-se a uma anomalia negativa de Eu pronunciada. As razões 87Sr/ 86Sr reportadas na literatura para os GIDS são em torno de 0,721 (granitóide São João Batista) e a única idade modelo tDM disponível (granitóide Valsungana) aponta para a presença de granitóides oriundos de uma crosta continental com idade em torno de 2020 Ma. Rochas gnáissico-migmatíticas como as que ocorrem na porção leste do domínio do Grupo Brusque e como enclaves no granitóide Nova Itália parecem ser fortes candidatas como possíveis protólitos para os GIDS. As poucas informações disponíveis para os granitóides intrusivos no domínio norte do Grupo Brusque (GIDN) evidenciam a presença de hornblenda granitóides com feldspatos potássicos róseos (pluton Faxinai) a levemente róseos com biotita (pluton Guabiruba), mais enriquecidos em K2O e formadas em condições oxidantes que os GIDS, sendo o fracionamento dos LREE em relação aos HREE bastante pronunciado e associado a anomalia negativa de Eu incipiente. Aos GIND aventa-se a hipótese de estarem associadas algumas concentrações de Au situadas neste domínio, uma vez que as características apresentadas por estes granitóides parecem propiciar mais a concentração deste metal que aos associados aos GIDS. Diferenças nos protólitos e processos evolutivos de sul para norte atuantes em condições tardi a pós-colisionais sob a influência de uma crosta continental espessa, durante o Neoproterozóico, são apontados como prováveis responsáveis pela geração da variedade de granitóides observados no domínio do Grupo Brusque.

Palavras-chave


Brasil; Neoproterozóico; Minerais metálicos; Petrografia; Geoquímica.

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