QUÍMICA MINERAL DAS ROCHAS VULCÂNICAS E LAMPRÓFIROS ESPESSARTÍTICOS DA ASSOCIAÇÃO SHOSHONÍTICA DE LAVRAS DO SUL-RS

EVANDRO FERNANDES DE LIMA, LAURO VALENTIM STOLL NARDI

Resumo


A Associação Shoshonítica de Lavras do Sul, situada no extremo sul do Brasil é constituída por rochas vulcânicas básicas até ácidas e rochas plutônicas relacionadas ao final do Ciclo Brasiliano. Lamprófiros espessartíticos são as manifestações mais tardias desde magmatismo shoshonítico. Neste trabalho são apresentados os resultados de elementos maiores e alguns elementos-traço (Ba,Sr, Ni, Cr, Ti), obtidos por microssonda eletrônica, nas principais fases minerais das rochas vulcânicas básicas, intermediárias e lamprófiros da Associação Shoshonítica de Lavras do Sul. A composição do plagioclásio é mais sódica do que as normalmente observadas nas rochas cálcico-alcalinas, variando de labradorita a andesina. O cárater álcali-cálcico possivelmente deternina este enriquecimento no componente albita. Os conteúdos elevados de Ba dos plagioclásios indicam um coeficiente de partição mineral/líquido em torno da unidade. A olivina (Fo67), com razões Mg/Fe relativamente baixas e clinopiroxênio com composição próxima do diopsído, representam as principais fases ferromagnesianas, sendo estas típicas das rochas shoshoníticas básicas a intermediárias. Magnesiohastingsita é o anfibólio nos lamprófiros, além de relíctos de clinopiroxênio cuja composição aproxima-se daquelas observadas nos traquibasaltos. A combinação dos dados de química mineral com os resultados litoquímicos é coerente com a hipótese de cristalização fracionada como o processo dominante de diferenciação magmática dos termos básicos para intermediários. No caso dos líquidos lamprofíricos admite-se envolvimento de assimilação crustal.

Palavras-chave


Shoshonitos; Química mineral; Lamprófiro; Escudo Sul-rio-grandense.

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