O SUPERGRUPO ESPINHAÇO EM MINAS GERAIS: REGISTRO DE UMA BACIA RIFTE-SAG DO PALEO/MESOPROTEROZÓICO

MARCELO A. MARTINS-NETO

Resumo


O objetivo deste trabalho é apresentar um modelo para a evolução tectono-sedimentar da Bacia Espinhaço em Minas Gerais, baseado em estudos sedimentológicos, paleogeográficos, estratigráficos, estruturais e tectônicos integrados, levados a cabo nas porções central e ocidental da Serra do Espinhaço Meridional. Os dados permitem o reconhecimento de quatro fases evolutivas para a Bacia Espinhaço Meridional (pré-rifte, rifte, transicional e flexural), bem como sua caracterização como uma bacia do tipo rifte-sag, ou seja, desenvolvida inteiramente em contexto intracratônico (sem o desenvolvimento de centros de espalhamento oceânico), com um período de rifteamento inicial e um subsequente período flexural, caracterizado pela expansão em área da bacia. Durante a fase rifte, processos de subsidência mecânica devido a afmamento crustal e ruptura da crosta por estiramento dominaram e controlaram a evolução estratigráfica da bacia. A evolução das fases transicional e flexural foi provavelmente controlada por processos de subsidência flexural térmica devido a contração termal (adensamento) da litosfera durante seu resfriamento.

Palavras-chave


Supergrupo Espinhaço; Proterozóico; Análise de Bacias; Tectônica; Sedimentação; Estratigrafïa.

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