PALEOMAGNETISMO E IDADES K-AR DO COMPLEXO INTRUSIVO ITAQUI, ESTADO DE SÃO PAULO

PAULO DE BARROS CORREIA, MÁRCIA ERNESTO

Resumo


Estudos paleomagnéticos do Complexo Itaqui, Estado de São Paulo, baseados em 92 sítios (171 amostras orientadas) das unidades Barueri, Aldeia da Serra, Pedreira Cantareira, Torre, Mutinga e Suru, permitiram identificar três direções paleomagnéticas características, que correspondem aos pólos paleomagnéticos Gl (41.0°E 44.2°S; N= 8, α95=14.8°), G2 (67.8°E 16.6°S; N=9, α95=10.9°) e G3 (159.6°E 83.6°N; N=18, α95= 9.6°). Idades K-Ar obtidas para as unidades Barueri, Aldeia da Serra e Mutinga, variam entre 520 e 540 Ma. Os pólos G l e G2 são coerentes com as curvas de deriva polar aparente propostas para a África, no intervalo 550-600 Ma. Entretanto, o pólo G3 parece indicar uma remagnetização ocorrida durante os eventos tectono-magmáticos do Mesozóico. A existência de dois pólos distintos, Gl e G2, para o Complexo Itaqui, está de acordo com modelos evolutivos segundo os quais a colocação do granito Barueri precede a colocação do granito Aldeia da Serra. A distribuição das componentes de magnetização Gl e G2 no complexo e a relação temporal entre as várias unidades de rocha, sugerem que a componente G2 seja um pouco mais velha que G l.

Palavras-chave


Complexo Intrusivo Itaqui; Paleomagnetismo; Datação K-Ar; Granitóide.

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