O MAGMATISMO ALCALINO POTÁSSICO PIRACAIA, SP (SE BRASIL): ASPECTOS COMPOSICIONAIS E EVOLUTIVOS

EBERHARD WERNICK, ANTONIO CARLOS ARTUR, PAUL KARL HÖRMANN, KLAUS WEBER-DIEFENBACH, FERNANDO CÉSAR FAHL

Resumo


O maciço Piracaia (SP), integrado por (quartzo) dioritos, (quartzo) monzodioritos, (quartzo) mon- zonitos, (quartzo) monzosienitos, (quartzo) álcali-sienitos e álcali-granitos é o resultado da evolução de um magma alcalino transicional (com nefelina na norma mas ausente na moda) de alto potássio com feições geoquímicas típicas paras as séries alcalina e shoshonítica, e para magmatismos tipo intraplaca e A. O magmatismo resulta da fusão de um protólito do manto litosférico continental enriquecido em elementos incompatíveis. A evolução do magma, sob condições de alta pressão e enquanto básico, se faz pelo cruzamento do plano crítico de sílica-subsaturação e do plano de sílica-saturação. Simultaneamente são alcançadas composições compatíveis com o sistema Kp-Ne-Q e, então, o magma evolui por duas vias: uma parte tende para composições traquíticas, consolidando nas imediações do divisor térmico Or-Ab e outra parte evolui ao longo do vale térmico do subsistema Or-Ab-Q originando quartzo sienitos e granitos. Em termos dos ETR, coexistem no maciço Piracaia principalmente três tipos de rochas: primitivas, sem anomalias de Eu; evoluídas, com anomalias negativas de Eu; e complexas, com anomalias positivas de Eu, que resultam do acúmulo dos minerais fracionados, principalmente plagioclásios. Estas rochas são também enriquecidas em Y, Nb, Ga, etc.. Alguns pulsos do magmatismo Piracaia são caracterizados por elevados teores de Gd.

Palavras-chave


Maciço Piracaia; Magmatismo alto-K; Magmatismo alcalino; Geoquímica; Evolução magmática.

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