ARCABOUÇO ESTRUTURAL E ASPECTOS DO TECTONISMO GERADOR E DEFORMADOR DA BACIA BAURU NO ESTADO DE SÃO PAULO

CLAUDIO RICCOMINI

Resumo


A Bacia Bauru, de idade neocretácea, é uma entidade tectônica desenvolvida na porção centro-sul da Plataforma Sul-Americana. Ela engloba a cobertura sedimentar (com rochas vulcânicas associadas) sobreposta aos derrames basálticos neocomianos da Formação Serra Geral, e tem seu depocentro localizado na região onde a pilha vulcânica é mais espessa, razão pela qual vem sendo postulada origem por subsidência termal para a Bacia Bauru. A bacia possui forma aproximadamente elíptica, com eixo maior na direção nordeste, cobre uma extensão de cerca de 370.000 km2 e a espessura máxima preservada de sedimentos atinge cerca de 300 m. Seus limites, essencialmente de natureza tectônica, são desenhados pela Anteclise de Rondonópolis, a noroeste, Soerguimento do Alto Paranaíba, a nordeste, alinhamentos do Rio Moji-Guaçu, São Carlos-Leme e Ibitinga-Botucatu, a leste, do Paranapanema, a sudeste, e do Rio Piquiri, ao sul. O desenvolvimento da Bacia Bauru ocorreu de forma continuada entre o Santoniano e o Maastrichtiano. Seus sedimentos são de natureza essencialmente arenosa e constituem sequência única, depositada sob condições semi-áridas nas bordas a desérticas no interior da bacia. No Maastrichtiano, a atividade tectônica é intensificada, tendo como evidências o incremento no aporte de sedimentos rudáceos, principalmente associado aos alinhamentos do Rio Paranapanema e Ibitinga-Botucatu, e vulcanismo alcalino ao longo do Alinhamento do Rio Moji-Guaçu, feições tectônicas que configuram sua borda leste atual. O tectonismo deformador pós-sedimentar é marcado por dois regimes superpostos, de caráter transcorrente, sendo o último provavelmente neotectônico, e ambos relacionados com a megaestruturação geológica do Estado de São Paulo.

Palavras-chave


Bacia Bauru; Neocretáceo; Tectônica; Bacia do Paraná; Brasil.

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