ESTRATIGRAFIA SíSMICA E EVOLUÇÃO TECTÔNICA DO PLATÔ FALKLAND/MALVINAS

JUAN MANUEL LORENZO, JOHN COLIN MUTTER

Resumo


Uma nova perspectiva da geologia do Platô Falk1and/Malvinas (Atlântico Sul) deriva de uma síntese detalhada de 14.000 km de sísmica de reflexão mono e multicanais, na sua maioria não publicados, em conjunto com descrições de rochas e de perfurações do DSDP. O Platô é um complexo de blocos continentais submersos que foram diferencialmente estendidos durante a abertura do Atlântico Sul no Mesojurássico-Eocretáceo. Um máximo de 7 km de sedimentos sinrifte, transicionais e hemipelágicos foram depositados desde o Mesojurássico, largamente sob o controle estrutural de uma cadeia marginal de zona de fratura. A geometria do embasamento é dominada por três direções estruturais principais: 1. uma lineação tectônica NE-SW, que marca a borda oriental do Platô; 2. a cadeia marginal da escarpa das Falklands ao norte e grábens adjacentes que são paralelos ou subparalelos à zona de fratura Falkland com orientação E-W; 3. a borda oeste do Banco Maurice Ewing, com direção NW-8E, relacionada ao intenso rifteamento e atividade vulcânica na parte central da bacia das Falk1ands. O complexo arcabouço estrutural da região está relacionado à tectônica de urna junção tríplice, quando as placas Sul-Americana, Africana e Antártica se separaram no Neojurássico-Eocretáceo. Estimamos que o Platô tenha sido estendido por pelo menor 400 km na direção este-oeste antes da iniciação da deriva aproximadamente no tempo da anomalia magnética MIO. Quatro seqüências deposicionais de ampla ocorrência foram definidas a partir da estratigrafia acústica, três das quais amostradas em perfurações do DSDP. As inconformidades que as limitam resultaram de: 1. pediplanação durante o Eopaleozóico; 2. um truncamento erosional pós-rifle; e 3. erosão por correntes oceânicas que precederam o estabelecimento da Corrente Circumpolar Antártica aproximadamente ao tempo do limite Cretáceo-Terciário. Os perfis sísmicos revelam que no Paleogeno Inferior, depósitos de driftes sedimentares, com centenas de metros de espessura, foram depositados sobre o Platô. Uma quarta seqüência deposicional, ainda não perfurada é limitada na base por uma inconformidade intracretácea originada pela atividade de correntes oceânicas e, no topo, pela superfície erosional associada ao limite K/T mencionada acima. A geometria dessas unidades sedimentares é apresentada em seis mapas de isópacas e de estrutura do embasamento.


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