FORAMINÍFEROS CRETÁCEOS DA ARGENTINA: TENDÊNCIAS BIOGEOGRÁFICAS

ALWINE BERTELS

Resumo


Durante o Cretáceo, o supercontinente Gondwana experimentou sucessivas mudanças que controlaram a distribuição dos foraminíferos bentônicos. As principais bacias sedimentares cretácicas argentinas são as de Neuquén e Mendoza (incluindo a de Colorado no Maastrichtiano) e de Magallanes. Bacias de Neuquén e Mendoza: Os depositos marinhos são de idade neocomiana e maastrichtiana. Neocomiano: A associação evidencia flutuações biogeograficas; particularmente durante o Berriasiano e baixa diversidade reflete a instabilidade da margem ocidental argentina; a partir do Valanginiano ate o Barremiano os conjuntos microfaunísticos estão compostos por taxa de ampla distribuição e/ou cosmopolitas. Maastrichtiano: Ao final do Cretaceo, a bacia de Neuquén e Mendoza (incluindo a de Colorado) evidencia um aumento de especies endêmicas acompanhadas por outras do hemisfério norte de distribuição bipolar, evoluindo na Subprovíncia de Neuquén, Mendoza e Colorado. Bacia de Magallanes: Localizada no extremo sudoeste da America do Sul. As caracteristicas provinciais se modificaram em resposta a história geologica, ecológica e oceanografica, Oxfordiano-Barremiano: As associações estão integradas por especies de ampla distribuição geografica e/ou cosmopolitas, da Republica Malgasch (ex-Madagascar) e endêmicas: uma diminuição gradual do endemismo fornece a base para a inferencia da existencia da Subprovíncia de Magallanes em tempos oxfordianos-hauterivianos que evoluiram ate uma entidade de amplitude menor - Centro Endemico - durante o Barremiano. Aptiano-Albiano: A diversidade e baixa; a amplitude da província e atribuída ao referido intervalo, Albiano-Neo-Turoniano: A presença de taxa australianos e endêmicos da suporte para o reconhecimento da Província de Magallanes. Coniaciano-Campasuano: Os taxa australianos aumentam enquanta os endenicos diminuem: a Provincia de Magallanes persistiu ate este intervalo de tempo. Maastrichtiano: Espécies de ampla distribuição, quase bipolar, caracterizam o intervalo acompanbadas por taxa de dominio austral; a amplitude provincial que persistiu desde o Albiano se transformou na Subprovíncia de Magallanes. A comparação biogeografica entre os foraminíferos bentônicos das bacias de Neuquén e Mendoza (incluindo a de Colorado durante o Maastrichtiano) e a de Magallanes mostra grandes diferenças e marcantes carecteristicas provinciais; este fato esta provavelmente relacionado a barreiras físicas (tais como dorsais e altos), fatores ecológicos e tectonica de placas.


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