MINERALOGIA DE ARGILAS E GEOQUÍMICA DE BENTONITA CONTINENTAL E SUAS IMPLlCAÇÕES GEOLÓGICAS, BOA VISTA, CAMPINA GRANDE, PB.

TUMKUR RAJARAO GOPINATH, HANS DIETER SCHUSTER, WALTER KLAUS SCHUCKMANN

Resumo


As argila bentoníticas de Boa Vista, Campina Grande, Paraíba, formam pequenos depósitos distribuídos numa distância de 10 km. As rochas encaixantes são o derrame basáltico do Terciário no lado leste e os granitos e gneisses do Pre-Cambriano a oeste. A argila é caracterizada pela predominância dos argilo-minerais esmectita, illita e caulinita. O argilo-mineral esmectita é mais abundante nos depósitos do leste (de 93% a 96%) com a illita perfazendo o restante. Nos depósitos do oeste, o teor de esmectita é menor (de 73% a 85%) com aumento nos conteúdos de illita e caulinita. A composição mineralógica controla a composição química de argila. As argilas do oeste são ricas em Al2O3, Fe2O3, TiO2 e K2O, e do leste em SiO2, CaO e K2O. As diferenças químicas se tornam evidentes pela análise de função discriminante das amostras de bentonita. O basalto decomposto associado a bentonita contém os argilo-minerais illita e esmectita resultantes da alteração de vidro vulcânico e minerais ferromagnesianos. As argilas bentoníticas da região são produtos de devitrificação dos materiais piroclásticos em pequenas bacias continentais. Algumas das bacias foram abertas as influências externas resultando a acumulação dos sedimentos clásticos junto com caulinita detrítica. Outras bacias foram sistemas fechados com taxa mínima de lixiviação e pouca acumulação de detritos.


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