MAGMATISMO PÓS-PALEOZÓICO NO NORDESTE ORIENTAL DO BRASIL

FERNANDO FLÁVIO MARQUES DE ALMEIDA, CELSO DAL RÉ CARNEIRO, DELZIO DE LIMA MACHADO JR., LAURO KAZUMI DEHIRA

Resumo


A partir do Jurássico, o Nordeste do Brasil sofreu diverso s eventos magmáticos, intrusivos e efusivos, cu ias idades são ainda mal conhecidas. Seus registros são mais bem definidos acima do paralelo de 8°S, concentrando-se em algumas bacias sedimentares, como as do Parnaíba, Potiguar e Lavras da Mangabeira. Nas áreas pré-cambrianas, as ocorrências são relativamente dispersas, restringindo-se a porções afastadas do Cráton do São Francisco. O presente trabalho constitui uma síntese de conhecimentos que integra os dados da literatura e dos mapas disponíveis sobre essa atividade ígnea mesozóico-cenozóica no Nordeste Oriental. Por meio de uma comparação das informações coletadas com a expressão geofísica dos registros, novas ocorrências de corpos ígneos são detectadas e seu significado é discutido. O estudo procura contribuir para se conhecer melhor os estágios da ativação Mesozóica na região. Três grupos principais de idade são conhecidos. Nas manifestações juro-cretáceas (pré-aptianas) predominam basaltos toleíticos, geralmente não-olivínicos, enquanto os albianos e terciários geralmente apresentam olivina modal e composição alcalina. Aparentemente, houve uma fase de quietude compreendendo o Neocretáceo e o Paleoceno. Enfatiza-se a existência de dois alinhamentos de corpos ígneos: os diques do Magmatismo Rio Ceara-Mirim (J- K), dispostos segundo E-W, e os corpos intrusivos e extrusivos vinculados a Formação Macau (Eoceno-Mioceno), que se alinham segundo uma zona N-S a NNW, afastada cerca de 150 km da região costeira entre Natal e Recife.


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