EVOLUÇÃO DAS BACIAS PROTEROZÓICAS E O TERMO-TECTONISMO BRASILIANO NA MARGEM SUL DO CRÁTON DO SÃO FRANCISCO

ANDRÉ RIBEIRO, RUDOLPH A. J. TROUW, RENATO R. ANDREIS, FÁBIO V. P. PACIULLO, JOEL G. VALENÇA

Resumo


Mapeamentos detalhados, associados a aplicação de conceitos da estratigrafia de sequências e análises estrutural e petrográfica, permitiram reconstruir a evolução geológica Meso- a Neoproterozoica no sul do cráton. Uma discordância principal separa duas unidades maiores, um embasamento pré- l.8 Ga e a sua cobertura. O embasamento é composto por gnaisses de alto grau, faixas greenstone e intrusivas de variada composição. Na cobertura foram reconhecidos quatro ciclos deposicionais, denominados, em ordem estratigrafíca, de Tiradentes, Lenheiro, Carandaí e Andrelândia. Os dois primeiros são predominantemente quartzíticos, o terceiro contém abundantes pelitos e calcários, e o último metarenitos e pelitos. A análise destes ciclos ou sequências deposicionais levou ao reconhecimento de três bacias deposicionais, as bacias São João dei Rei, Carandaí e Andrelândia. As duas primeiras são intracontinentais, enquanto a última representa uma margem continental passiva do paleocontinente do São Francisco, que na época se extendia mais para sudeste, em relação ao limite atual do cráton. Uma colisão continental ao redor de 600 Ma, aqui considerada como equivalente a que resultou na Faixa Móvel Brasília mais a norte, produziu extensivos empurrões com formação de nappes e transporte tectônico de topo para leste. O metamorfísmo associado foi de pressão relativamente alta, evidenciado pela ocorrência local de retro-eclogitos e alcançou a facies granulito no campo de estabilidade da cianita. Um segundo episódio tectônico, relacionado a Faixa Móvel Ribeira, em torno de 570 Ma, produziu encurtamento crustal com transporte para NNW, na parte sul da região. O metamorfismo relacionado, caracterisado por sillimanita e cordieríta, foi de pressão mais baixa e produziu um grande numero de corpos graníticos anatéticos. Finalmente, importantes zonas de cisalhamento NE-SW, destrais, foram geradas em resposta a um renovado encurtamento E-W.

Palavras-chave


Bacias Meso e Neoproterozóicas; Tectônica colisioanal Neoproterozóica.

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