SUSCETIBILIDADE MAGNÉTICA: UM INDICADOR DA EVOLUÇÃO PETROLÓGICA DE GRANITÓIDES DA AMAZÔNIA

MARILIA SACRAMENTO DE MAGALHÃES, ROBERTO DALL'AGNOL, WILLIAM AUGUST SAUCK, JOSÉ GOUVÊA LUIZ

Resumo


Estudos de suscetibilidade magnética (SM) e de minerais opacos de rochas graníticas da Amazônia permitiram discutir a relação entre as variações do comportamento magnético e os processos que ocorreram durante a evolução dessas rochas. Os granitos mineralizados em cassiterita, Antônio Vicente, Mocambo, Velho Guilherme, Água Boa, Madeira e Pedra Branca, apresentam SM baixa, sendo que os valores mais baixos de SM ocorrem em suas fácies mais transformadas, especializadas em Sn. Os valores reduzidos de SM dessas rochas podem ser atribuídos às condições de fugacidade de oxigênio (fO2) relativamente redutoras durante a sua evolução magmática e, em parte, a sua derivação'a partir de líquidos muito evoluídos. Os granitos Musa (Gmu) e Jamon (Gj) apresentam SM elevada, refletindo conteúdos expressivos de magnetita que decrescem, como a SM, no sentido da diferenciação magmática (fácies com anfibólio —> fácies a biotita —> leucogranitos). Estas rochas devem ter se formado em condições de fO2 relativamente elevadas, próximas às dos tampões NNO e HITMQ. O Granito Cigano (Gcg) e o Granodiorito Rio Maria (GDrm) apresentam variação ampla de SM. No Gcg, as condições de fO2 mais baixas que às do tampão NNO e superiores a FMQ devem ser a causa para este tipo de comportamento magnético. No GDrm, esse tipo de distribuição dos dados magnéticos é conseqüência da neoformação de magnetita nas porções próximas ao seu contato com intrusões graníticas do Proterozóico (Gmu e Gj), uma vez que em porções mais afastadas do contato, a SM é predominantemente mais baixa.

Palavras-chave


Granitóides; Suscetibilidade magnética (SM); Magnetita; Ilmenita; Hematita; Fugacidade de oxigênio (fO2); Evolução petrológica.

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