QUÍMICA DE PIROXÊNIOS E ANFIBÓLIOS DE SIENITOS PERALCALINOS ULT- RAPOTÁSSICOS E PIROXENITOS ASSOCIADOS. NORDESTE DO BRASIL: UM MÉTODO PARA TESTAR O PROCESSO DE IMISCIBILIDADE DE LÍQUIDOS

VALDEREZ P. FERREIRA, ALCIDES N. SIAL

Resumo


Imiscibilidade de líquidos tem sido um processo pouco explorado como um dos mecanismos de geração de magmas de composição contrastante, embora sua importância tenha sido reconhecida em alguns plutões. Neste trabalho é discutida a química de fases máficas de sienitos ultrapotássicos e piroxenitos que coexistiram como líquidos por um certo período de tempo, no Batólito de Triunfo, Pernambuco. Os dois tipos de rochas têm as mesmas fases minerais (clinopiroxênio, microclina, apatita, titanita, anfibólio azul), apenas em quantidades diferentes. A química de piroxênio (aegirina-augita), que é apenas ligeiramente zonado, e anfibólio (richterita rica em K), mostra que essas fases no piroxenito são similares às suas correspondentes no sienito, havendo uma superposição composicional. Essa feição sugere fortemente equilíbrio químico entre o sienito e o piroxenito, uma das exigências para que dois líquidos constituam um par imiscível. Essa hipótese é apoiada pela presença de inclusões de rocha mista, que consiste de gotas centimétricas, quase arredondadas, de sienito e piroxenito mutualmente interticiais, numa textura semelhante à de emulsão, sendo um registro da divisão do magma

Palavras-chave


Imiscibilidade de líquidos silicáticos; Química mineral; Piroxenito; Sienito ultrapotássico.

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