FASES, IMPULSOS E CICLOS MAGMATICOS EM COMPLEXOS GRANITÓIDES ASSOCIADOS COM FALHAS TRANSCORRENTES, SP

EBERHARD WERNICK, PAUL K. HÖRMANN, ANTÓNIO C. ARTUR, CLÁUDIO J. FERREIRA, TAMAR M.B. GALEMBECK, ANTÓNIO M. GODOY, FÁBIO R.D. ANDRADE

Resumo


É apresentado um estudo comparativo da arquitetura e da sequência temporal dos impulsos magmáticos de seis complexos granitóides associados com falhas transcorrentes no Estado de São Paulo. Três destes complexos são cálcio-alcalinos (Itaqui, São Roque, Cantareira) e três são rapakivi (São Francisco, Sorocaba, Itu). Os complexos têm sua arquitetura dada pela coalescência de várias fases magmáticas, cuja sucessão temporal é a seguinte: 1. Fase precoce; 2. Fase principal; 3. Fase de acresção lateral inicial; 4. Fase de colocação de stocks e intrusões circulares que cortam principalmente as unidades magmáticas da fase principal; 5. Fase de acresção final. Todos os complexos mostram, também, a presença de pelo- menos dois ciclos magmáticos, separados ou não por uma fase de intrusão de diques enriquecidos em minerais máficos. A recorrência da arquitetura e de sucessivos ciclos magmáticos em complexos com distintas características seriais (cálcio-alcalinas ou rapakivi) são discutidos baseando-se no mecanismo de ascensão magmática, da existência de câmaras coletoras sucessivamente drenadas e recarregadas e nas fases de reativação das falhas transcorrentes, com as quais os complexos se associam.

Palavras-chave


Ciclos magmáticos; Complexos granitóides; Falhas transcorrentes; Pré-Cambriano Superior; Geoquímica; Elementos Maiores.

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