ANÁLISE ESTRUTURAL E QUADRO TECTÔNICO EVOLUTIVO DA BORDA LESTE DO ESPINHAÇO SETENTRIONAL -SUDOESTE DO ESTADO DA BAHIA

GÉLBIO M. F. ROCHA

Resumo


No sudoeste do Estado da Bahia, encontram-se concentrações importantes de mineralizações manganesíferas distribuídas em dois níveis estratigráficos distintos. O mais antigo está associado ao Complexo Licínio de Almeida do Arqueano/Proterozóico Inferior e, o mais novo, à Seqüência Deposicional Borda Leste do Proterozóico Médio. As feições estruturais mais importantes encontradas na área estudada são: inversão estratigráfica com inversão de camadas, dobras isoclinais apertadas com vergência para oeste, clivagem ardosiana de plano axial, zonas de cisalhamento dúctil, lineação de estiramento mineral, dobras assimétricas com vergência pára leste, clivagem de crenulação de plano axial. Os elementos estruturais mostram intensidade variada e relações de interferência que sugerem pulsos de deformação seqüenciados e não-homogêneos. Para explicar o arcabouço tectônico da região, optou-se pelo modelo polifásico, no qual a deformação impressa regionalmente é resultante de processos ocorridos em dois grandes períodos tectônicos: Pré-Espinhaco e Espinhaço. A Tectônica Pré-Espinhaço ocorreu no Ciclo Transamazônico (aproximadamente 2,0 Ga) e/ou em ciclos anteriores e afetou somente a rochas do Complexo Licínio de Almeida em pelo menos uma fase (Dn). A Tectônica Espinhaço se processou, mais provavelmente, no final do Ciclo Brasiliano (aproximadamente 0,6 Ga) e afetou também a cobertura do Proterozóico Médio (Seqüências Deposicionais Espinhaço e Borda Leste). Nesta tectônica, originaram-se três conjuntos de estruturas, impressas nas rochas como registros de fases ou subfases (D, D2, D3), decorrentes de mudanças locais ou regionais na distribuição do esforço tectônico.

Palavras-chave


Espinhaço Setentrional; Sudoeste da Bahia; Análise estrutural; Evolução tectônica.

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