THE BRAZILIAN SÃO FRANCISCO CRATON - A REVIEW

ROLAND R. TROMPETTE, ALEXANDRE UHLEIN, MARCOS E. SILVA, IVO KARMANN

Resumo


A faixa ou província brasiliana do Paramirim divide o Cráton do São Francisco em dois. A oeste e sudoeste ocorre o Cráton de São Francisco (sensu Strictu) e a leste, o Cráton de Salvador, separado do Cráton do Congo-Zaire pela abertura do Oceano Atlântico Sul durante o Mesozoico. A infra-estrutura da Faixa do Paramirim, arqueana e proterozóica inferior, está intrudida por granitóides subalcalinos datados ao redor de 1.700 Ma. O Supergrupo Espinhaço compreende a superestrutura da Faixa do Paramirim e é constituído por metassedimentos detríticos (quartzitos, metaconglomerados, filitos) com rochas metamagmáticas ácidas na base. Foi depositado num rifte continental entre 1.700 e 1.000 Ma. A deformação do Supergrupo Espinhaço é de idade brasiliana e datada ao redor de 600 Ma. Ela se manifesta por grandes cisalhamentos dúcteis orientados norte-sul, pouco inclinados, e dobras assimétricas com vergência oeste. Uma lineação mineral e/ou de estiramento, transversal à faixa, também indica um transporte tectônico para oeste. Estes cisalhamentos dúcteis se prolongam para o sul, afetando as unidades externas da Faixa Brasiliana Araçuaí e as unidades mais antigas (Proterozóico Inferior) do Quadrilátero Ferrífero.


Palavras-chave


Cráton do São Francisco; Faixa Brasiliana do Paramirim (BA).

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