CARACTERIZAÇÃO PETROGRÁFICA DE BRECHAS VULCÂNICAS NO COMPLEXO ALCALINO DE TUNAS, PR

ELEONORA M. G. VASCONCELLOS, CELSO B. GOMES

Resumo


As composições isotópicas de Nd, Sr e Pb do gnaisse Ribeirão, no oeste de Goiás, registram uma história crustal bastante complexa. Isótopos de Sm e Nd indicam que o material original do gnaisse é residente na crosta continental desde épocas arqueanas. Isócronas rocha-total Rb-Sr e Pb-Pb indicam reajuste isotópico desses sistemas no Paleoproterozóico (ca. l ,8 Ga), enquanto o sistema Sm-Nd rocha-total revela um evento re-homogeneizador ainda mais jovem (820 ± 220 Ma; εChur (T) = -26,7). O re-equilíbrio do sistema Sm-Nd durante o Neoproterozóico é, grosso modo, contemporâneo com um importante evento tectono-termal caracterizado por intensa atividade magmática em ambientes do tipo arcos-de-ilhas e que originou uma série de unidades vulcanossedimentares e ortognáissicas no oeste de Goiás (e.g. Seqüência Vulcanossedimentar de Arenópolis e Ortognaisses de Arenópolis, Matrinxã e Sanclerlândia). O evento re-homogeneizador do Neoproterozóico é o responsável pela larga faixa de variação observada nos valores das idades modelo de Nd calculadas (TDM=3,8 a 2,8 Ga). Nenhuma dessas idades modelo, portanto, tem significado em termos de datação de evento formador de crosta continental.

Palavras-chave


Rochas alcalinas; Brecha; Complexo Alcalino de Tunas; Paraná; Brasil.

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