ANÁLISE ESTRATIGRÁFICA DA BACIA DO ARARIPE, NORDESTE DO BRASIL

MARIO L. ASSINE

Resumo


A Bacia do Araripe é constituída por quatro seqüências estratigráficas, histórica e geneticamente distintas, limitadas por discordâncias. As quatro seqüências correspondem a quatro embaciamentos distintos, dos quais somente uma fração da cobertura original está preservada, não havendo porções marginais e depocentros definidos. Os eventos de sedimentação, erosão e deformação não constituem fatos isolados, integrando-se no contexto evolutivo do fanerozóico nordestino. A seqüência paleozóica, constituída unicamente pela Formação Cariri e tentativamente posicionada no Ordoviciano Superior/Siluriano Inferior, integrava um extenso trato com mergulho deposicional para noroeste, testemunhando uma maior extensão oriental da Bacia do Parnaíba no Paleozóico inferior. A seqüência juroneocomiana, composta pelas formações Brejo Santo, Missão Velha e Abaiara, foi a resposta sedimentar à subsidência mecânica decorrente dos processos de rifteamento do Gonduana. Seus sedimentos apresentam-se espacialmente em horstes e grábens, dispostos em duas sub-bacias: Cariri e Serrolândia. A seqüência aptiano-albiana, constituída pelas Formações Barbalha e Santana, compreende um ciclo transgressivo-regressivo com ingressão marinha de curta duração, à qual se associa exuberante nível de concreções carbonáticas fossilíferas e extensas jazidas de gipsita. Ainda em condições eustáticas positivas a nível global, foram depositados os sedimentos aluviais da seqüência albiano-cenomaniana (Formação Exu), indicando uma reativação tectônica com soerguimento epirogênico da região já no Albiano Médio/Superior.


Palavras-chave


Estratigrafia; Bacia do Araripe; Nordeste do Brasil.

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